Não sei
como funciona para a maioria das pessoas, pois são poucas àquelas que realmente
se expõe e nos contam as verdades, mas internalizar que eu estava grávida não
foi uma coisa simples e rápida. Durante os primeiros meses, para ser exata até
o quarto mês, eu sabia que estava grávida, mas não me sentia grávida ou
realmente entendia que tinha um neném crescendo dentro de mim. Parecia apenas
que eu estava engordando e que no final desse processo eu ganharia um neném de
presente, nada envolvia dor ou parto.
Acho que
minha loucura conseguiu progredir tanto tempo porque fiquei pouco tempo com enjôos
e mesmo durante os enjôos consegui me alimentar bem, só tinha aversão a alguns
alimentos que variavam de tempos em tempos. No início eu só queria comer carne
vermelha com batatas, depois não podia nem se quer pensar em bife e só comia
macarrão ou massa, aí chegou a vez do frango (e olha que eu nunca fui fã de
frango), depois peixe – principalmente bacalhau, e depois passou. Fiquei com um
sono gigantesco e uma moleza enorme! E mesmo assim, nada de realizar a
gravidez!
Até
agora, fiquei tonta, passando mal como as outras grávidas, apenas duas vezes:
no dia em que fiz o teste de gravidez de farmácia e no final da 17ª semana
depois de um intenso fim de semana.
Essa
coisa de realizar é bem estranha. Mesmo após esse marco me peguei várias vezes
olhando para nenéns no mercado ou na rua e pensando “vou falar pro maridão que
quero um bebe”! Rsrsrs sendo que estou grávida.... loucura, loucura!
Não sei
bem quando, nem como, nem por que, mas de repente eu me senti grávida, senti
meu filho dentro de mim e que muita coisa iria mudar em prol de algo melhor
ainda. Percebi que seria mãe e que minha família não era mais de dois, agora
somos três.
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